"NÃO EXISTE NENHUM LUGAR DE CULTO FORA DO AMOR AO PRÓXIMO"

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Salvo pelo amor


 


Ele tinha apenas 12 anos e achava a sua vida um tédio... Tudo era motivo pra ficar “bolado”. Sua casa não era lá grande coisa, mas veio de uma família boa e honesta. Mesmo assim achava a vida um saco.

Porque sua casa não poderia ser melhor?
Porque seu pai não tem um carro?
Porque tudo não era como na casa ao lado?
Lá tem ar condicionado no quarto das crianças! Eles fazem ‘computação’ (assim era chamado o curso de informática...), inglês, natação... Vão até de van para a escola.

Falando em escola, claro que nada era “perfeito” lá também.
Ele era o próprio conceito do “bullying”. Magricela ao ponto de se envergar ao sabor duma brisa de outono. Cara espinhenta, deixou de ser chamado ‘carinhosamente’ de “Chokito” e migrou (obrigatoriamente, claro...) para a alcunha de “Chapisco”. Preciso dizer mais?

Ninguém queria se relacionar com ele desde a terceira série. Bom, ninguém senão a Carlinha. Era menina boa. Boa filha; a irmã do meio, amada pela mais velha e exemplo para a caçula. Tirava ótimas notas, ganhou bolsa em ciências na quinta série e pretendia fazer o mesmo em quaisquer outras matérias.

Ela gostava dele, achava-o engraçado, curioso... e de certa forma enxergava seu jeito ranzinza como um ‘charme meio ao contrário’. Coisa de doido pensar assim, mas vá entender a cabecinha de Carlinha.

Ela foi gentil tantas vezes com ele que acabou vencendo-o pelo cansaço. Começaram a namorar na sétima série, ele com 14, ela com 13 (mas possuía maturidade e doçura para os dois, diga-se bem...).

As amigas quase tiveram espasmos múltiplos ao saber do namorado que Carlinha arrumara.
- O Chapisco? Cê ta doida? Num é porque ele é feio amiga, mas porque é chato que dói!!
Ela se divertia com as amigas rindo dela mesma e foi obrigada a concordar com a galera que ele era mesmo chatinho e bem feinho, mas agora era tarde, estava caidinha por aquela criatura.

Chapisco tava indo na onda até o dia em que brigaram, e brigaram feio... Alias era tudo culpa dele mesmo. Como pode Carlinha se indispor com alguém, mesmo como ele? Impossível!!!

A casa ficou mais chata, a escola mais tediosa e a zoação dos moleques ainda mais sacal! Ele agora não tinha mais quem o ouvisse quem sorrisse de seus lamentos, quem o abraçasse nas reclamações familiares e quem o afogasse livrando-o de sua própria chatice.

Percebeu que estava amando. Na verdade, sacou que estava viciado na empatia e doçura que Carlinha exalava pelos poros.

Hoje com 29 anos ainda tem seu charme pessoal.
Chatinho como é quase não recebe convite de seus companheiros de trabalho para as happy hours depois do expediente.
Sua família quase se esquece dele nas datas festivas.
Ele mesmo às vezes quase não se agüenta.
Isso mesmo... quase...
É que Carlinha agora faz parte definitivamente de sua história. É ela quem dá graça à sua vida descolorida.

Chegou em casa ontem e ouviu dela;
- Como foi o trabalho hoje, amor?
- Uma chatice como sempre...
Ela sorriu, maneou com a cabeça ao passo que colheu os sapatos espalhados pela sala e foi preparar-lhe o banho enquanto gratinava deliciosa torta de frango para o jantar.

Ele a olhava de costas enquanto se afagava em seu sofá (quase) sem graça, deu meio sorriso e se sentiu salvo pelo amor daquela mulher doce...
Salvo pelo amor de Carlinha.

Wendel Bernardes, editor dos blogs CINEMA COM GRAÇA e LENDAS DA VIDA

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Que casa me edificareis?



A pessoa escolhe uma denominação religiosa para se reunir com outros irmãos da mesma fé, geralmente por alguma razão, como por exemplo pelo fato de identificar-se de alguma forma com tal ambiente, por algum fato específico (tipo um acontecimento marcante e por vezes sobrenatural). E até mesmo por certa tradição - o pai e a mãe o levam desde criança e ele só conhece aquilo. Até aí, tudo bem.

A armadilha é que, com o passar do tempo, e, consequentemente, com o agir de Deus lá dentro, ele tende a confundir Deus com a sua própria religião, e até a afirmar categoricamente, que ali é o único lugar do mundo onde pode se encontrar com Deus. Então, equivocadamente, passa a depositar toda a sua confiança no local, no líder e na denominação como fontes de segurança, informação e contatos divinos.

Há quem afirme ainda que Deus não está em todas as igrejas evangélicas. De certa forma tem até razão... Aliás, Deus não está em NENHUMA igreja no sentido físico e eclesiástico. Afinal, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas. (Conferir em Atos 7.48)

Aliás, o livro de Atos deixa bem claro sobre o caminhar comunitário, não determinando um lugar específico de adoração, mas um caminho existencial no qual cada um faz o seu próprio caminho pessoal, assim como também o faz de modo coletivo. O discípulo é o indivíduo. A Igreja é a comunhão dos discípulos, onde a igreja encontra-se  e atua efetivamente no SER e fora dos muros religiosos.

Isso é o que nos diz a Igreja Primitiva do Livro de Atos, porém, isso é difícil para um fundamentalista religioso aceitar, pois que ele foi ACOSTUMADO a ir encontrar Deus no templo e então ele passa a acreditar cada vez mais que é apenas lá que Ele se revela. E pior: por meio de outra pessoa. E pior ainda: ele passa a acreditar que Deus só está nos templos em que se segue certo rigor nas normas estabelecidas.

Ou seja: ele vai se tornando um religioso convicto de suas doutrinas, de maneira sutil e gradativa ao longo da vida, de modo que, ironicamente,  fica cada vez mais distante CRER na simples ideia de que já esteja tudo consumado; ele precisa cumprir rituais e delega a 'revelação' a outrem porque NÃO CRÊ no que disse a ele o seu próprio Deus: em uma relação pessoal por meio da Nova Aliança. O Deus que o amou de tal maneira que deu seu Filho como Cordeiro Eterno exatamente para que não houvesse outros 'sumos sacerdotes' fazendo expiações em seu lugar.

Mas é justamente por estar tão empedrada essa convicção em sua mente, que só quem o convence disso é o Espírito Santo. E o mais curioso de tudo isso, é que sua cabecinha confusa foi formatada lá dentro dos átrios religiosos, em meio a um inconsciente coletivo e, no entanto,  é pessoalmente e sem local determinado que acontece essa mudança a que muitos chamam de 'encontro com Jesus'.

Então, a este, diz o SENHOR:

'O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Não foi, porventura, a minha mão que fez todas essas coisas? Homens de dura cerviz e incircuncisos DE CORAÇÃO E DE OUVIDOS, vós sempre resistis ao Espírito Santo'. (caps meus)

RF.

COMENTÁRIO FEITO AQUI <---

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O CULTO VERDADEIRO




Os salmos eram o grande hinário da igreja do Velho Testamento, e hoje em dia ainda são cantados nos cultos cristãos. Neles temos, pois, um meio de sabermos como deve ser o culto verdadeiro.

A definição básica de culto nos Salmos é ‘louvar o nome do Senhor’, ou ‘tributar ao Senhor a glória devida ao seu nome’. E ao inquirirmos o que significa o seu ‘nome’, verificaremos que é a soma total de tudo o que ele é e fez.

Em particular, ele é cultuado nos Salmos tanto como o Criador do mundo como o Redentor de Israel, e os salmistas se comprazem em adorá-lo dando uma lista enorme das obras de Deus, relativas à criação e à redenção.

O Salmo 104, por exemplo, expressa a incontável maravilha da sabedoria de Deus em suas múltiplas obras no céu e na terra, na vida animal e vegetal, entre as aves, os mamíferos e os ‘seres sem conta’ existentes em abundância nos mares e grandes oceanos.

O Salmo 105, por outro lado, exalta outro aspecto das ‘obras maravilhosas’ de Deus, a saber, o tratamento especial que dedicou ao povo da sua aliança. Narra a história dos séculos, as promessas de Deus a Abraão, Isaque e Jacó; sua providência para com José do Egito, tirando-o da prisão para a honrosa posição de grande senhor; seus atos poderosos feitos através de Moisés e Arão, enviando as pragas e libertando o povo; sua provisão àquela gente no deserto e o seu poder que fez com que herdassem a terra prometida.

O Salmo 106 repete em grande parte a mesma história, mas enfoca desta vez a paciência de Deus com o seu povo, que vivia se esquecendo de suas obras, desobedecendo suas promessas e se rebelando contra seus mandamentos.

O Salmo 107 louva a Deus pelo seu permanente amor, que vem de encontro às necessidades de diferentes grupos de pessoas: de viajantes perdidos no deserto, de prisioneiros desfalecendo em calabouços, de enfermos à beira da morte, de navegantes apanhados numa grande tempestade. Todos estes ‘na sua angústia clamaram ao Senhor e Ele os livrou das suas tribulações’. Assim, ‘rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!’

No Salmo 136 o mesmo refrão litúrgico se repete em cada versículo: ‘porque a sua misericórdia dura para sempre’. E as chamadas para render graças ao Senhor por Sua bondade começam com a Sua criação dos céus, da terra, do sol, da lua e das estrelas, prosseguindo daí com a Sua redenção de Israel do Egito, e com os reis amorreus, a fim de dar-lhes Sua terra em herança.

Bastam estes exemplos para mostrar que Israel não cultuava a Deus na forma de uma divindade distante ou abstrata, mas como o Senhor da natureza e das nações, como alguém que se revelara através de atos concretos, criando e mantendo o seu mundo, redimindo e preservando o seu povo. Israel tinha bons motivos para adorá-lo pela sua bondade, por suas obras e por ‘todos os seus benefícios’. A estes poderosos feitos de Deus (o Deus criador e o Deus da aliança), os cristãos acrescentam o ato de Deus ser mais poderoso do que todos os demais: o nascimento, a vida, a morte e a glorificação de Jesus; o seu Dom do Espírito Santo; e a sua nova criação, a Igreja.

Esta é a história do Novo Testamento, e é por isso que tanto os textos do Velho como do Novo Testamento, juntos, com uma exposição bíblica, constituem hoje uma parte indispensável do culto cristão.

Somente quando de novo ouvimos sobre o que Deus já fez encontramo-nos em condições de retribuir-lhe com a nossa adoração e o nosso culto.

É também por este motivo que a leitura e a meditação da Bíblia são uma parte muito importante na devoção pessoal do cristão.

Todo culto cristão, seja ele público ou pessoal, deve ser uma resposta inteligente à auto-revelação de Deus, por suas palavras, e suas obras registradas nas Escrituras.

É neste contexto que, de passagem, se pode fazer uma referência ao ‘falar em outras línguas’. Qualquer que tenha sido a glossolalia no Novo Testamento - se um Dom de línguas estranhas ou a expressão de sons em êxtase - o certo é que as palavras eram ininteligíveis a quem as proferia.

Por isso mesmo foi que Paulo proibiu falar em línguas em público, se não houvesse quem traduzisse ou interpretasse; e desencorajou a sua realização ou devoção pessoal, se a pessoa permanecesse sem entender o que dizia.

Escreveu ele: ‘Pelo que, o que fala em outra língua, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente... ‘

Noutras palavras, Paulo não podia admitir nenhuma oração, nenhum culto, em que a mente permanecesse estéril ou inativa. Ele insistiu que em todo culto verdadeiro a mente tem de ser completamente empenhada, de modo a dar frutos.

O prazer dos coríntios para com o culto ininteligível era algo infantil.

Quanto ao mal, disse-lhes para serem como crianças e inocentes o quanto fosse possível, mas acrescentou: ‘no modo de pensar, sejam adultos’.

(Extraído de “Crer é Também Pensar” – de John Stott-)

(Negritos e sublinhados meus –RF)

ACESSO DIRETO

'Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo'
(Mt 27.51a)

O véu do templo era uma cortina pesada que ficava entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos (o santuário mais interno, no qual a presença de Deus se manifestava) do restante do templo. Os sacrifícios restauravam a comunhão com Deus e o sumo sacerdote só podia entrar no Santo dos Santos no Dia da Expiação, para oferecer sacrifícios a Deus por si mesmo, por sua família e pelo povo de Israel. (Ver Lv 16.2)

O rompimento do véu, de cima a baixo, simboliza a morte de Jesus como sendo o último sacrifício pelo pecado, garantindo às pessoas o acesso direto a Deus, por meio de Cristo, sem mais a necessidade de recorrer a nenhum outro sistema sacrificial. O véu foi rasgado e o acesso a Deus foi aberto, de modo que já não somos mediados por 'sumos sacerdotes'. Cada crente é um sacerdote e tem livre acesso à presença de Deus. 

Então me vem a pergunta: seriam o véu, o cabelo, o tipo de roupa e determinado local de adoração, tipos de práticas necessárias ao acesso a Deus e passagem garantida para o céu?

Para entendermos melhor, vejamos o contexto histórico:

A palavra grega para véu é peraibon e significa ‘jogar em volta’ havendo vários tipos diferentes, sendo que muitos chegavam a ser vestimentas que atingiam não apenas o cabelo, mas cobriam grande parte do corpo, quando não o cobriam por inteiro.

1 - O shabis – faixa dourada ou prateada, era um ornamento para a cabeça. (Is 3:18.20)

2 - O turbante – cobria e ornamentava a cabeça das mulheres ricas.

3 - O peribolaios – (lit. - cobertura) algo parecido com o xale atual, era uma verdadeira vestimenta da cabeça. (A Primeira Epístola aos Coríntios, provavelmente se referia a algum tipo de cobertura assim porque, normalmente, quem usava os cabelos longos e soltos eram as prostitutas locais).

4 - Véus:

O tsaciph - Rebeca o usou como sinal de contrato de compromisso. Era para ser retirado no casamento. (Gn 24.65) - Tamar usou-o para enganar Judá (Gn 38:14.19)

O redid – peça de roupa fina, provavelmente para o verão. (Ct 5.7 – Is 3.23)

O tsamah – Véu para o rosto, ornamental, usado pelas mulheres da alta sociedade. (Ct 4:1,3 – Ct 6.7 – Is 47.2)

O mispachoth – esse objeto para cobrir, provavelmente um chapéu justo e próximo à cabeça – é associado com as atividades das falsas profetizas. (Ez 13: 18.21)

O apóstolo Paulo, líder espiritual numa época em que os cristãos eram vistos como subversivos, tratou dessa questão comportamental de maneira enfática na cidade de Corinto, lugar de prostituição e falsa conversão, onde prostitutas iam para os cultos escandalizar, distrair os novos convertidos e realizar falsas profecias. Essa mesma regra cabia ao comprimento do cabelo, já que, à época, também quem raspava ou os usavam curtinhos eram as prostitutas locais. Havia ainda aquelas que os usavam longos e eram prostitutas, como também havia aquelas recém-convertidas verdadeiramente, e que, obviamente, ainda os tinham curtinhos ou até raspados. Daí a necessidade de se pôr ordem na bagunça e poder diferenciá-las em público.

Então, como medida disciplinar, Paulo determinou RIGOROSAMENTE certas regras, de maneira que as mulheres não afrontassem a opinião pública com relação ao que era considerado conveniente à decência feminina naquele lugar e naquele contexto.

Para esse mesmo povo, ele enfatizou mais adiante: ‘E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento’. Entenda-se por falto no falar, a sua dureza, seu modo rude e contundente de expressar-se ao dirigir-se a eles com suas normas; ele agia assim, com firmeza, justamente porque ao defender seu apostolado, ele bem sabia com o que estava lidando.

Ele não estava preocupado em ser o cara da oratória, como competiam aqueles que atacavam seu ministério, acusando-o de não ter habilidade. Na verdade, Paulo estava determinado a usar a autoridade que havia recebido de Cristo, demonstrando seu zelo pelos novos convertidos por meio de disciplina rigorosa.

E por que tais regras rigorosas em CORINTO? Corinto era uma cidade portuária para onde convergia gente dos mais diversos costumes, tendo a reputação não só de luxúria, mas também de má conduta sexual e prostituição religiosa, devido ao Templo de Afrodite - deusa do amor - localizar-se lá, e centenas de prostitutas realizarem ali o seu comércio e adoração. Logo surgiu o neologismo corintizar que significava praticar prostituição. Por outro lado, a idolatria, as filosofias divisórias, o espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física eram características marcantes dos gregos e Corinto ainda tinha o ‘agravante’ de controlar grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente.

Acerca dos cabelos - Paulo também falava sobre o cabelo trançado das mulheres, porque quem os usava soltos, ou frisados, ou curtos e até raspados, eram as tais prostitutas locais.
A importância dos cabelos envolve três aspectos:

1º - distinguir claramente os sexos.
2º - afirmar publicamente o compromisso da esposa. (Não há referência às solteiras)
3º - distinguir as mulheres decentes das prostitutas.

Já nos tempos do AT, tanto homens como mulheres deixavam seus cabelos crescerem. Os cabelos eram uma característica física importante para vários homens da Bíblia, como Absalão, cujos cabelos longos, espessos e muito admirados, eram cortados anualmente, por ficarem pesados demais. (2Sm 14.26). Eliseu, por outro lado, era ridicularizado por sua calvície. (2Rs 2.23).

Nos tempos do NT, porém, o comprimento do cabelo era considerado uma marca de distinção entre homens e mulheres (1Co 11:14.15), mas jamais um mandamento de Deus por meio do apóstolo, como afirmam categoricamente algumas doutrinas religiosas. Inclusive, nos dias atuais, muitas expressões relacionadas aos cabelos são referências bíblicas, tais como:

Não lhe há de cair no chão um só cabelo da cabeça – referindo-se à segurança pessoal de Jônatas (1Sm 14.15) São mais numerosas que os cabelos da minha cabeça – significando um número alto, mas não especificado. (Sl 40.12) E até os cabelos todos da cabeça estão contados – numa referência à grande preocupação de Deus em relação a cada indivíduo (Mt 10.30)

Quanto à vestimenta - esta é outra questão extremamente mal compreendida, pois que baseada erroneamente em Deuteronômio 22, versículo 5, onde fala ser ‘abominação ao SENHOR’, a mulher usar roupa de homem, porém isso é uma referência à prática de se travestir, adquirindo comportamento do sexo oposto, numa alusão a algumas formas de homossexualismo e também a alguns cultos pagãos.

Local de adoração - No AT, Deus já falava com os crentes, por meio do profeta Jeremias, acerca da proteção que eles acreditavam ter, pelo simples fato de frequentarem o templo. Deus foi enfático quando afirmou que a garantia daquele povo não estava no templo com sua religiosidade e ritos próprios. E, sim, no arrependimento, na mudança de comportamento. (Jr 7)

Desde sempre Ele abominou as práticas vãs que não condizem com uma postura adequada diante DELE. À mulher de Samaria, Jesus falou que o PAI estava em busca de verdadeiros adoradores, aqueles que O adorem em Espírito e em Verdade. (Jo 4:19.26)  Antes disso, Ele havia expulsado os cambistas do templo, indignado com a farsa dos negociantes vendendo aos pobres ingênuos e ignorantes, animais com mácula para a oferenda ao SENHOR. E saiu destruindo o santuário prometendo reconstruí-lo em três dias, referindo-se ao próprio sacrifício na Cruz como A Aliança Eterna que tornaria todas as outras práticas inúteis e desnecessárias.

‘Quando adulto, Jesus foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto’.

Podemos concluir que Deus não se interessa por ritos, sacrifícios ou adoradores em determinados locais.  Misericórdia quero, e não holocaustos – disse Ele de várias formas em diversas ocasiões diferentes. Afinal, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas. O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o SENHOR, ou qual é o lugar do meu repouso?’ (At 7.48) Para Ele, nada significa seguir normas rigorosas na minha exterioridade física. E mais: Ele se aborrece quando o faço, e dentro de mim eu não sou um verdadeiro templo.

E quando é que eu sou templo do Senhor? Quando produzo frutos dignos do Espírito. (Ler Gálatas 5) E isso só acontece quando há uma mudança genuína dentro de mim e não na minha exterioridade como faziam os fariseus hipócritas. (Heresia – fig: contrassenso, tolice)

Na carta aos gálatas, Paulo enfatiza a justificação somente pela fé, diferenciando Lei e Graça, prisão legalista e liberdade cristã.  ‘... Pois por obras da lei ninguém será justificado’. (Obras da lei – exterioridades tais como: comportamento legalista, normas religiosas, doutrinas de homens).

Jesus disse aos fariseus: ‘Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça’. -Isso porque Seus protestos T-O-D-O-S eram ligados à perversão do coração. Os fariseus eram cheios de religiosidades, de normas e práticas ritualísticas que só tinham a ver com suas exterioridades. Empenhavam-se nessa exacerbada preocupação e esqueciam-se do principal: a compaixão. Daí Jesus deixar todos eles de queixo caído com a parábola do samaritano.

O autor da carta aos Hebreus, preocupado com os novos convertidos que estavam voltando às antigas práticas, crenças e legalismos do antigo judaísmo, lembra-lhes acerca da fé na Graça de Deus, por meio do Cristo da Cruz. Justamente o povo que cruzara fronteiras na raça e na coragem, estava desistindo da Nova e Eterna Aliança que Deus fizera, sem entender que viver pela fé era superior a viver pelo legalismo.  (A palavra hebreu vem da raiz semítica da palavra que determina um estado constante de progressão. Progredir - seguir em frente)

Eles queriam voltar aos antigos sacrifícios, mas o autor enfatizara que os únicos sacrifícios que com os quais Deus se compraz são os sacrifícios de louvor e a cooperação entre as pessoas. Em outras palavras, aquilo que Ele já havia dito muito tempo antes: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É esse o único sacrifício pelo qual Ele se interessa. Porque na Nova Aliança, está tudo feito, realizado, consumado! Jesus realizou, por nós, o sacrifício. Na Cruz. O sacrifício que nos reconcilia com Deus.

A nossa parte é permitir que Ele faça morada em nós. Nós somos o templo do Senhor. Ele bate à nossa porta o tempo todo, nós é que não queremos ouvir. Mas quando ouvimos, Ele entra e faz uma mudança incrível: tira o nosso coração de pedra e coloca um de carne. E nele, o Seu Espírito. Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. (Hebreus 13.15)

Enfim, o discípulo de Jesus não é conhecido pela performance, pela exterioridade, pelo cabelo ou pela vestimenta. Disse Jesus: ‘Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.’ (João 13.35)

RF.

(Pesquisa: A Bíblia da Mulher - Editora Mundo Cristão - 2003 - SBB)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O CHEQUE E O LEQUE





Pagamento adiantado e específico para cada 'graça alcançada'?!

Mais hilário do que isso, só aquela do líder religioso que proíbe o leque no culto, argumentando causar má impressão e orientando as irmãs a pedirem ajuda a Deus para suportar o calor infernal.

É IMPRESSIONANTE como se superam, a cada dia, os tipos de negociação divina, desde que o mundo é mundo.

Ah, o bicho-homem e sua alma pagã... Sempre pretensioso querendo pagar por serviços. Sempre se baseando na troca de favores. Sempre na velha 'uma mão lava a outra'. E muitos, coitados, de tão ingênuos (antas, mesmo!) não têm nem noção de pra onde vai essa grana. Pessoas que até podem ter um desejo sincero no coração de adorar a Deus, mas o fazem com o espírito de Naamã, em demonstração de falta de compreensão acerca do Amor Incondicional.

E a trágica analogia feita é simplesmente CHOCANTE, pois o veto do leque (somado a outros) funciona igualmente como barganha, sendo que em outra versão não menos sinistra.


Ou seja: Comportando-se direitinho, seguindo a cartilha denominacional e fazendo o sacrifício de suportar o calor infernal ganha-se bônus para o céu.

Leques e cheques... Rima sombria! Os primeiros, proibidos. Os segundos, exigidos. E tome ACRÉSCIMOS! Cada vez mais criativos.

E o Evangelho da GRAÇA, que é de Graça, simplesmente vai sendo deixado de lado a cada dia.

E segue-se adorando a Jesus EM VÃO.

Ensinando-se doutrinas que são preceitos de homens.

Negligenciando-se o mandamento de Deus preferindo seguir mandamento de homens.

Invalidando-se a Palavra por meio de tradições e outras coisas semelhantes que eles próprios (os líderes religiosos) transmitem.

Mas fiquemos alertas, pois com pastores do povo que assim se comportam, Jesus não tem misericórdia, chama-os de HIPÓCRITAS e acrescenta: 'Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim'.

Trata-se da velha natureza envaidecida do homem. Sempre TESTANDO-O e pregando-lhe peças para contaminá-lo e confundi-lo acerca da simplicidade do Evangelho, invalidando-O.

Então, cria-se um deus paralelo e entroniza-se ele, ignorando A NOVA ALIANÇA.

Ainda bem que Deus não aceita barganha nem tampouco tem problemas com auto estima. E, com certeza, deve estar rindo (Sl 2.4)

RF.


Textos correlatos:









sábado, 18 de fevereiro de 2012

COMPROVANTE DE PAGAMENTO

Copiado DAQUI <---

Carta de recomendação?!



É impressionante como alguns denominacionais insistem em colocar palavras na boca de Paulo que nunca se empenhou em fundar religião nenhuma e tão somente em levar a Boa Nova que foi incumbida por Jesus.

Aliás, levar a Boa Nova é a obrigação de CADA UM que faz parte da Nova Aliança.

Parafraseando Agostinho: pregue o Evangelho. Se necessário, use palavras.

Ou seja, não há testemunho pessoal nem carta de recomendação mais genuína do que a própria conduta.

Inclusive, o que Paulo diz em 2Co 3:1.6 refere-se ao fato de que algums pessoas queriam as cartas de recomendação, depositando confiança na autoridade humana. (Como ainda fazem líderes de algumas denominações religiosas hoje em dia, usando inclusive justificativas 'sobrenaturais' em suas próprias assinaturas).

As cartas serviam para identificar as credenciais de quem levava a tal recomendação. Entretanto, para demonstrar ser isso desnecessário e típico de quem tem visão limitada, Paulo faz uma analogia da Nova Aliança com a Antiga que havia sido escrita em tábuas de pedra, enquanto a nova era gravada no coração, não tendo como se esquecer ou não ser percebido por quem estivesse próximo.

"E é por intermédio de Cristo (O Consumador da Nova Aliança) que temos tal confiança em Deus' - acrescenta ele.

Ou seja:

Não há necessidade de carta de recomendação, já que na Nova Aliança, a conduta do crente transformado o capacita ao ministério da reconciliação conferido por Cristo; pois estando esta Aliança, REALMENTE gravada no coração do novo crente, visivelmente transformado pela mudança de seus conceitos e valores, ele torna-se o aroma de Cristo no mundo.

Foi isso que Paulo falou. Aliás, eis aí o sentido do Evangelho. O resto é religiosidade.

Comentário feito AQUI <---


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A alternativa estarrecedora



Deus nos deu - em primeiro lugar - uma consciência, o sentido do certo e do errado. Ao longo da história, certas pessoas tentaram obedecê-la (algumas, com muito esforço); nenhuma delas conseguiu obedecê-la totalmente. Em segundo lugar, enviou à raça humana o que chamo de sonhos bons: as histórias extraordinárias espalhadas por todas as religiões pagãs sobre um deus que morre e ressuscita e que, por sua morte, dá nova vida ao homem. Em terceiro lugar, Ele escolheu certo povo e, por séculos a fio, martelou na cabeça desse povo que tipo de Deus ele era, que não havia outro fora dele e que ele exigia a boa conduta. Esse povo foi o povo judeu, e o Antigo Testamento nos dá a narrativa de como foi esse martelar.

O verdadeiro choque vem depois. Entre os judeus surge, de repente, um homem que começa a falar como se ele fosse Deus. Afirma categoricamente perdoar os pecados. Afirma existir desde sempre e diz que voltará para julgar o mundo no fim dos tempos. Devemos aqui esclarecer uma coisa: entre os panteístas, como os indianos, qualquer um pode dizer que é uma parte de Deus, ou é uno com Deus, e não há nada de muito estranho nisso. Esse homem, porém, sendo um judeu, não estava se referindo a esse tipo de divindade. Deus, na sua língua, significava um ser que está fora do mundo, que criou o mundo e é infinitamente diferente de tudo o que criou. Quando você entende este fato, percebe que as coisas ditas por esse homem foram, simplesmente, as mais chocantes já pronunciadas por lábios humanos.

Há um elemento do que ele afirmava que tende a passar despercebido, pois o ouvimos tantas vezes que já não percebemos o que ele de fato significa. Refiro-me ao perdão dos pecados. De todos os pecados. Ora, a menos que seja Deus quem o afirme, isso soa tão absurdo que chega a ser cômico. Compreendemos que um homem perdoe as ofensas cometidas contra ele mesmo. Você pisa no meu pé, ou rouba meu dinheiro, e eu o perdoo. O que diríamos, no entanto, de um homem que, sem ter sido pisado ou roubado, anunciasse o perdão dos pisões e dos roubos cometidos contra os outros? Presunção asinina é a descrição mais gentil que podemos dar da sua conduta. Entretanto, foi isso o que Jesus fez. Anunciou ao povo que os pecados cometidos estavam perdoados, e fez isso sem consultar os que, sem dúvida alguma, haviam sido lesados por esses pecados. Sem hesitar, comportou-se como se fosse ele a parte interessada, como se fosse o principal ofendido. Isso só tem sentido se ele for realmente Deus, cujas leis são transgredidas e cujo amor é ferido a cada pecado cometido. Nos lábios de qualquer pessoa, que não Deus, essas palavras implicam em algo que só posso chamar de uma imbecilidade e uma vaidade não superadas por nenhum outro personagem da história.

No entanto, (e isto é estranho e, ao mesmo tempo, significativo), nem mesmo seus inimigos, quando leem os evangelhos, costumam ter essa impressão de imbecilidade ou vaidade. Quanto menos, os leitores sem preconceitos. Cristo afirma ser humilde e manso, e acreditamos nele, sem nos dar conta de que, se ele fosse somente um homem, a humildade e a mansidão seriam as últimas qualidades que poderíamos atribuir a alguns de seus ditos.

Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus! Esta é a única coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido – ou então, o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco, ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser um louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou pode prostrar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou esta opção, e não quis deixá-la!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Remorso e Arrependimento

 

Muitos confundem remorso com arrependimento.

 

A direção de um é para o passado e a direção do outro é para o futuro, ambos com implicações para O HOJE.

 

O primeiro acontece quando olhamos para trás e perguntamos: por que eu fiz isso? O segundo acontece quando olhamos pra trás e falamos: buscarei ser melhor.

 

O primeiro olha para trás com lamento; o segundo olha para trás com gratidão.

 

O primeiro é negação do perdão; o segundo é fruto de um coração que se sabe perdoado.

 

O primeiro nos anula; o segundo nos projeta.

 

O primeiro nos faz ter cara de gente responsável; o segundo soa aos outros como irresponsabilidade.

 

O primeiro é pura agonia; o segundo é contentamento apesar de

 

O primeiro inviabiliza a relação consigo mesmo, com os outros e com Deus; o segundo é caminho de vida para a Vida.

 

O primeiro nos aprisiona ao passado; o segundo acontece como compromisso com a vida hoje e amanhã.

 

O primeiro é dor para morte; o segundo é dor que gera vida, consciência e paz.

 

O primeiro é manifestação da nossa lei moral que fantasmagoriza o nosso presente; o segundo é manifestação da graça de Deus no coração de quem simplesmente crê no Seu amor AGORA.

 

O convite de Jesus é para o arrependimento, que nada mais é que o processo permanente de mudança de mente. Mudança das disposições mentais e emocionais ante os desafios da vida, ante a velha natureza e os estimulos que o sistema filosófico, psicológico e espiritual buscam realizar em nós.

 

A consciência do Evangelho em nós é perdão, sem a qual se torna impossível fazer a viagem existencial de mudanças interiores.

 

Sem o perdão de Deus, como consciência, deixamos de fazer usufruto das benesses da graça de Deus na vida.

 

“Arrependei-vos e crede no Evangelho” – disse Jesus.

 

Ou seja: mudem a maneira de pensar, redirecionem o vosso olhar e deem razão ao que Cristo diz e É, pois o Evangelho é a Boa Notícia de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.

 

Este é o decreto da graça de Deus para a morte do remorso essencial de todos nós e para todos os remorsos objetivos em nossa história, para que vivamos livres em gratidão, responsabilidade e amor.

 

Agora você sabe o que é remorso e arrependimento. O que você vai fazer?

 

Nele, que simplesmente me ama e quer me ensinar todos os dias a viver,

 

Samuel Andrade <--- clique aqui

Grifos e negritos meus - RF


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A ovelha conhece a voz dO PASTOR


Muitos gostam de se ver como águias, leões e outros bichos valentes quando se dizem cristãos, mas não creio que essa era a imagem que Jesus tinha para os seus seguidores. Ele se autodenomina o bom pastor, pastor de ovelhas. Uma ovelha não tem visão muito poderosa. Na verdade, não alcança mais que vinte metros. Se não tem alguém que a guie, caminha seguindo a ovelha mais próxima, sem questionar seu comportamento - muitas vezes insano, comportamento repetido pela que vem em seguida, sistematicamente.
Ruminante, a ovelha tem mais de um estômago, conseguindo digerir grãos que outros animais não conseguem. A palavra "reflexão" está ligada a esse termo, já que esse processo de ruminação traz de volta o alimento engolido para ser (re)digerido. Exatamente como devem ser feitas nossas reflexões pessoais da Palavra.
As ovelhas são, geralmente, ou brancas, ou pretas. Algumas ovelhas brancas podem parecer castanhas, mas isso é por estarem sujas. Entre os ovinos não existe uma variação mesclada: ou se é branca, ou não. Semibranca é sujeira.
As ovelhas preferem beber água corrente, é raro beberem água estagnada. Quando Jesus se denominou fonte de água viva, sabia com quem estava falando. Como Ele dizia: minhas ovelhas conhecem minha voz. E é exatamente pela voz do pastor, que as ovelhas se guiam. Portanto, a importância de conhecer a voz dele faz toda a diferença quando somos conduzidos por verdes pastos.
Apesar de não gostar, as ovelhas também conseguem nadar quando necessário. Entretanto, sua estrutura aparentemente frágil jamais revelaria essa capacidade para o nado.
Havia pelo menos 2.386 espécies diferentes de ovelhas no País de Gales antes de este ser habitado. Embora todos sejamos ovelhas, é natural a divergência. Necessário é respeitar as pequenas variações. Nem todas as ovelhas Dele são do mesmo aprisco.
Se uma ovelha for virada de patas para o ar, não conseguirá se levantar sozinha. E se ficar muito tempo de barriga para cima, ela morre. Por isso, quando achar uma ovelha de pernas para o ar, por favor: ajude-a a levantar-se. Sim: "um ao outro ajudou e disse: sê forte!". Não existem comunidades cristãs de uma ovelha só. Um revés eventual da vida aos que vivem na solidão os destruirão de um momento para outro.
As ovelhas fazem mééééé em tons diferentes. Algumas chegam a fazer quase um muuuu como as vacas, enquanto que outras, quase não se ouve. Cada uma se expressa de forma diferente, o que não as faz melhor que a outra. Só as faz diferentes.
As ovelhas não gostam que lhes façam festas no pelo. Assim que são tosquiadas tornam-se extremamente amigáveis. Ovelha se sente bem quando produzindo, ofertando, sendo útil. Estranhe quando alguém que se declara ovelha prefere mostrar ao invés de fazer.
As ovelhas não têm os dentes incisivos de cima. Não rosnam, não latem, não rugem, não voam. Ver uma ovelha uivando é muito estranho, não acha?
Na íntegra AQUI <---